Acabou pesadelo de sofrer com variações, diz dirigente da FUP sobre preços dos combustíveis

 Deyvid Bacelar, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros celebrou nova política de preços da Petrobras

"Nós podemos dizer hoje que o preço do combustível foi abrasileirado", disse Deyvid Bacelar. - Reprodução

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (16) a nova política de preços e valores atualizados da gasolina, diesel e gás de cozinha, desde 2016, o valor dos combustíveis no mercado interno acompanhava as variações do dólar no cenário internacional. A nova estratégia comercial da empresa levará em conta a atuação da Petrobras em cada região e o segmento em que ela atua. Segundo o comunicado da empresa, os reajustes continuarão acontecendo sem periodicidade definida, evitando repassar para o consumidor interno as instabilidades internacionais.

O fim da paridade internacional foi uma das pautas da campanha do presidente Lula. Para falar sobre esta medida, o Central do Brasil desta quarta-feira (17) recebeu Deyvid Bacelar, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP). "Recebemos essa notícia ontem de forma calorosa, estamos comemorando porque se materializa uma promessa de campanha do presidente Lula. Já era para ter acabado o PPI [Preço de Paridade de Importação] depois de quase sete anos, finalmente acabou esse pesadelo do povo brasileiro sofrer com variações", disse o integrante da FUP. 

A antiga política de preços adotada no país não fazia sentido de forma alguma, segundo Deyvid. "O Brasil é autossuficiente na produção do petróleo, tem refinarias para refinar o petróleo, tem trabalhadores brasileiros, fornecedores brasileiros, tem mais de dois terços dos custos em real como vetores principais para a formação dos combustíveis. Com muita felicidade nós podemos dizer hoje que o preço do combustível foi abrasileirado."

O que vai de fato definir o preço da gasolina, diesel e gás de cozinha são as características que a Petrobras, disse Deyvid. "O custo de extração do petróleo é baixíssimo, o menor custo de extração do mundo em águas ultra profundas, então ela vai se utilizar dessa característica de um baixo custo do petróleo aqui no Brasil. O brasileiro pagava pelo litro da gasolina, pelo litro diesel, pelo botijão de 13 kg como se tivesse comprando fora do país, lá na Europa não faz sentido algum."

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