Série D: ABC de Natal e Atlético Cearense vencem e se juntam a Aparecidense e Campinense no acesso à Série C de 2022
Nos pênaltis, Atlético Cearense bate Ferroviária e está na Série C 2022

O Atlético Cearense está na Série C do Campeonato Brasileiro de 2022. Após um empate no tempo normal em 0 a 0, uma disputa de pênaltis emocionante, cheia de reviravoltas, garantiu a vaga para a Águia da Precabura: 4 a 3 para o Atlético, com direito a cobranças alternadas. Carlão, o goleiro da Água, foi o herói do jogo, ao pegar quatro pênaltis na disputa. O jogo foi disputado na tarde deste domingo, 17, na Fonte Luminosa, em Araraquara (SP).
Agora, na busca pelo título da Série D, o Atlético enfrenta o Campinense-PB pelas semifinais da competição. As datas das semifinais estão marcadas para os dias 23 e 24 de outubro (ida) e 30 e 31 de outubro (volta).
O jogo foi para os pênaltis após um tempo normal em que a Ferroviária se mostrou mais a fim do gol. O jogo começou estudado, com ambas as equipes alternando a posse de bola, mas arriscando pouco no ataque. Aos dois minutos, o Atlético chegou, após uma boa jogada em que Dudu Itapajé bateu fraco do bico esquerdo da grande área para defesa tranquila de Saulo.
A Ferroviária, porém, teve as melhores chances do início do jogo. Aos oito minutos, a primeira boa oportunidade. Após cruzamento rasteiro, Júlio Victor dominou e saiu de frente para Carlão, que conseguiu fazer uma grande defesa com os pés. Aos 16 minutos, a Ferroviária teve chance ainda mais clara. Lateral rapidamente batido deixou Gleyson mais uma vez de frente para o gol. Ele rolou para Júlio Vitor, que, porém, foi travado pelo zagueiro Edgar.
A Ferroviária seguiu mais com a bola no campo de ataque, mas não conseguia criar, sobretudo, pela forte marcação imposta pelo Atlético. A Águia, porém, tinha dificuldades em manter a bola no campo ofensivo e também não chegou muito. Aos 46, Dudu Itapajé cobrou falta de muito longe e mandou muito por cima. O primeiro tempo chegou ao fim com uma sensação de que os dois times precisariam se arriscar mais para abrir o marcador.
O jogo no segundo tempo, entretanto, voltou em ritmo semelhante ao da primeira etapa. Os erros no terço final do campo se acentuaram e os goleiros demoraram para trabalhar. Aos 12 minutos, a Ferroviária assustou em cobrança de falta de Júlio Vitor na entrada da área. O chute forte passou com perigo à esquerda do gol de Carlão.
Aos 15 minutos, o goleiro do Atlético teve que trabalhar. Em rápida descida, Gleyson foi acionado no comando do ataque e bateu cruzado. Carlão mandou para escanteio. A partir dali, só deu Ferroviária. Aos 26 minutos, o time de Araraquara pediu pênalti quando Júlio Vitor finalizou e, após rebatida, a bola supostamente pegou na mão de um zagueiro do Atlético. O VAR não viu nada no lance. Dois minutos depois, Gleyson cabeceou e Carlão pegou firme.
Nas poucas descidas, o Atlético não conseguia fazer Saulo trabalhar. Aos 31, Erick Pulga arrancou pela direita, ganhou da marcação, mas cruzou em cima da zaga. Aos 36, Itapajé tentou arriscar da intermediária e mandou longe. Aos 37, Pulga, no bico esquerdo da zaga, não conseguiu ganhar o mano a mano.
A Ferroviária chegou na fase final do jogo buscando mais o gol. Gleyson, aos 40, de novo, obrigou Carlão a trabalhar, completando cruzamento da esquerda. O goleiro do Atlético pegou firme. Aos 44, um grande susto. Cruzamento da direita, Edgar tentou cortar, mas mandou contra o próprio gol. A bola foi por cima do gol com perigo. Aos 46, o Atlético também teve sua chance, quando Hércules pegou o rebote da entrada da área e mandou à esquerda do gol. Ninguém conseguiu impedir os pênaltis.
As cobranças começaram com Saulo pegando o pênalti de Dudu Itapajé. Carlão, porém, na sequência, pegou o pênalti de Alisson Taddei — o assistente chegou a apontar que o goleiro se adiantou, mas o VAR, entretanto, contrariou a decisão de campo.
O zagueiro Edgar foi o primeiro a marcar. Léo Castro também converteu a sua cobrança. O Atlético pulo para frente quando Hércules marcou o seu e Jefinho bateu mal demais, no meio do gol e fraco, fácil para Carlão. Na quarta rodada, Waldson converteu, assim como Bernardo. Na última cobrança, o goleiro Carlão poderia ter definido a parada, mas Saulo pegou. Léo Rigo fez o seu e levou a disputa para as alternadas.
Mais emoção. Nailton perdeu a sua cobrança, mas Ian Luccas também. Sétima cobrança. Claudivan converteu. Mas Marquinhos parou no goleiro Carlão. Ainda houve um pequeno momento de tensão com uma possível consulta ao VAR, mas não deu. O Atlético garantiu o acesso à Série C.
ABC goleia Caxias e consegue acesso à Série C
O ABC conseguiu o acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro diante do Caxias/RS, na tarde deste domingo (17), no Frasqueirão. A vitória por 3 a 0 deixou a Frasqueira em festa. O time agora enfrenta o Aparecidense na próxima fase da Série D.
Desde muito cedo a torcida abecedista se movimentou e ocupou parte das dependências do estádio do clube. A vela festa da torcida, no entanto, deixou de observar algumas medidas do protocolo de saúde contra a COVID-19. O não uso de máscara e a desobediência ao distanciamento foram os erros mais comuns.
Moacir Júnior optou por escalar o Alvinegro de forma ofensiva. Sem poder contar com o volante Valderrama, suspenso, Marcos Antônio, meia, foi para o jogo. Na zaga, Alexandre fez testes e foi escalado na vaga de Suéliton, também suspenso.
O ABC, como sempre faz em casa, marcou pressão desde os primeiros minutos. Aos 9 minutos veio a primeira boa chance. Wallyson fez uma grande jogada, se livrou de dois e deu na medida para Allan Dias. O camisa 10 tinha a chance clara para chutar, mas preferiu o passe e errou.
Aos 14 uma cobrança de escanteio ensaiada gerou duas oportunidades seguidas para o time da casa. Na primeira Negueba chutou e o goleiro defendeu. No rebote, Allan Dias mandou em direção ao gol, mas a bola desviou no meio do caminho. O time pediu penalidade, mas a arbitragem mandou seguir o jogo.
Aos 18 minutos Felipinho errou duas vezes. Na segunda entregou no pé de Matheuzinho. O camisa 10 dominou e mandou um chutaço em direção ao gol. Welligton saltou e desviou para escanteio.
Aos 29 minutos polêmica em campo. A zaga do Caxias recuou mal. Gustavo Henrique se antecipou ao goleiro e acabou sendo trombado. O árbitro Sávio Sampaio deu falta do atacante e gerou uma gigantesca reclamação por penalidade.
Depois desse lance o Alvinegro ainda pressionou, rondou o gol do goleiro Marcelo Pitol, mas errou nas conclusões e a partida terminou mesmo 0 a 0 no primeiro tempo.
As duas equipes voltaram para o segundo tempo decisivo sem mudanças promovidas pelos treinadores. Os problemas pelo lado esquerdo do ABC continuaram com Felipinho e Marcos Antônio abaixo da média.
No entanto, pela direita o time ia bem. Netinho fez uma grande jogada e cruzou. Felipinho mandou a bomba que desviou em Gustavo Henrique e foi para o fundo das redes aos 4 minutos de jogo.
O gol deixou o time do Caxias desesperado em busca do empate. O time gaúcho adiantou o meio de campo e passou a pressionar. O ABC, de forma errada, começou a “apesar” para os chutões, deixando o adversário mais tempo com a posse de bola.
No entanto, aos 25 minutos o Alvinegro tirou o grito de gol da garganta mais uma vez. Jogada rápida pela esquerda. Wallyson puxou para o meio, “encheu o pé” e acertou o cantinho do gol de Pitol. Na comemoração, o atacante tirou a camisa e tomou o cartão amarelo.
Aos 37 minutos Marcelo Pitol realizou dois “milagres”. Primeiro ele salvou o gol do Negueba. Depois, no chão, evitou que a bola entrasse no chute a queima roupa de Felipe Manoel.
Aos 50 minutos veio o gol que sacramentou o acesso do ABC para a Série C do Campeonato Brasileiro. Negueba tabelou com Wallyson e, girando sobre o zagueiro, marcou o terceiro gol na partida, fechando o placar.
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