TSE exclui Forças Armadas da fiscalização das urnas eletrônicas

A decisão foi apresentada pelo ministro Alexandre de Moraes e aprovada por unanimidade por seus pares

Os militares continuarão atuando na segurança dos eleitores em alguns locais de votação e no transporte das urnas eletrônicas para lugares remotos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a exclusão das Forças Armadas da lista de órgãos que fiscalizam o sistema eletrônico de votação. Os militares, no entanto, continuarão atuando na segurança dos eleitores em alguns locais de votação e no transporte das urnas eletrônicas para lugares remotos. 

A decisão foi apresentada pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do tribunal, e aprovada por unanimidade por seus pares. “Não se mostrou necessária, razoável e eficiente a participação das Forças Armadas no rol das entidades fiscalizadoras do sistema eletrônico de votação e também na Comissão de Transparência Eleitoral”, disse Moraes. 

"Se demonstrou, como todos pudemos observar, absolutamente incompatível com as funções constitucionais e legais das Forças Armadas estar também no rol das entidades fiscalizadoras”, afirmou o ministro.  

O objetivo é evitar rusgas com os militares, que atuaram de forma controversa nas eleições presidenciais do ano passado. Após o segundo turno, o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, enviou ofícios ao TSE com questionamentos sobre a eleição, com a justificativa de buscar o aprimoramento do sistema de votação.  

O ministério chegou a enviar um relatório à Corte eleitoral que atestou não haver inconformidade no processo de contagem de votos, mas "não excluiu a possibilidade de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas".  

No documento de 62 páginas, os militares especulam sobre possíveis vulnerabilidades das urnas, dizendo que "não é possível afirmar que o sistema eletrônico de votação está isento da influência de um eventual código malicioso que possa alterar o seu funcionamento". 

O relatório sugere que seja criada com urgência uma comissão, integrada por "técnicos renomados da sociedade e por técnicos representantes das entidades fiscalizadoras", para investigar possíveis vulnerabilidades. O documento, nesse sentido, deu munição para Bolsonaro intensificar os ataques ao processo eleitoral.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Brasil consegue adiantar a entrega de 7,7 milhões de doses infantis para a covid-19

Petrobras anuncia queda de quase 10% no preço do diesel para distribuidoras

Bolívia solicita ao Brasil extradição de ex-ministro de Defesa foragido da justiça

Série A: Corinthians quer se firmar no G4 contra o Athletico-PR, que quer fugir do Z4. Lider Galo recebe o Flu, que quer o G4. Inter busca o G6 contra o Santos, que quer se livrar de vez do risco de rebaixamento

Com rusgas por Ucrânia e negociação de acordo UE-Mercosul, Lula visita Portugal e Espanha

Brasiliense 2022: na 2ª rodada, houve 17 gols em 4 partidas e briga generalizada de torcida. Confira

Ação pede inconstitucionalidade da anistia a partidos por descumprimento de cotas

Lula recebe reitores e diz que universidades e institutos federais vão "sair das trevas"

368 mil refugiados já deixaram a Ucrânia, diz ONU

Muito além do marco temporal: conheça os demais retrocessos em direitos indígenas previstos na lei aprovada no Senado