STF suspende ação contra Paulo Okamotto por doações feitas pela Odebrecht ao Instituto Lula
O pedido foi feito por Lewandowski

Paulo Okamotto
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski suspendeu, em decisão publicada nesta segunda-feira (13), um processo da Operação Lava Jato contra Paulo Okamotto, um dos diretores do Instituto Lula, que tramitava na Justiça Federal de Brasília. Ele era réu numa ação que investigava doações feitas pela Odebrecht à organização de 2013 a 2014, no valor de R$ 4 milhões.
Lewandowski atendeu a um pedido feito pela defesa de Okamotto para considerar nulas as provas colhidas contra o diretor do Instituto Lula. A solicitação se baseou na decisão do STF que considerou nulas as provas da Operação Lava Jato contra Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao acolher o pedido, o ministro do STF considerou o material probatório como imprestável. "Não há como deixar de concluir que os elementos de convicção derivados dos sistemas Drousys e My Web Day B, integrantes do Acordo de Leniência 5020175-34.2017.4.04.7000, os quais emprestam suporte à ação penal movida contra o requerente, bem assim todos os demais adminículos probatórios que deles decorrem, encontram-se inapelavelmente maculados pela eiva de nulidade, não se prestando, em consequência, para subsidiar a acusação subscrita pelo Parquet", decidiu o ministro.
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