Dino anuncia apuração de possíveis irregularidades em atuação de agentes no caso Cancellier

 TCU descartou irregularidades em programa da UFSC que foi alvo de operação que motivou prisão e suicídio do então reitor

Luiz Carlos Cancellier foi preso e impedido de cumprir jornada de trabalho na universidade
Luiz Carlos Cancellier foi preso e impedido de cumprir jornada de trabalho na universidade

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou que vai adotar "as providências cabíveis" para apurar possíveis irregularidades nas atuações de agentes públicos que levaram à prisão o então reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que cometeu suicídio em consequência da situação que viveu.

A manifestação do ministro vem na sequência de decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que descartou qualquer irregularidade cometida por Cancellier no episódio, registrado em outubro de 2017. A confirmação foi enviada à UFSC na última quinta-feira (6).

Preso por 36 horas e impedido de retornar à universidade, Cancellier se recolheu em casa por 18 dias até que se jogou do último andar de um shopping center em Florianópolis. No bolso ele carregava um bilhete dizendo que sua morte tinha sido decretada quando ele foi afastado da UFSC.

No episódio, a Polícia Federal (PF) realizou uma operação batizada de "Ouvidos Moucos" para investigar supostas irregularidades em ofertas de educação à distância no programa Universidade Aberta do Brasil (UAB). As alegações eram de que havia superfaturamento no aluguel de veículos para execução do programa por parte da UFSC durante a gestão Cancellier, o que nunca foi comprovado e que, agora, o TCU afirma que não aconteceu.

modus operandi da PF no caso seguiu a regra da atuação da operação Lava Jato. A relação foi lembrada pela deputada federal Gleisi Hoffman (PT-PR), que citou a humihação a que Cancellier foi submetido na época.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) destacou que Cancellier se viu "descrente na Justiça", e cobrou responsabilizações: "essa gente vai pagar pelo que fez?", indagou no Twitter.

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