Prévia da inflação aponta nova queda de preços em julho e reforça cenário de corte na Selic

 IPCA-15 registrou queda de 0,07% em julho e acumula alta de 3,19% nos últimos 12 meses

Queda no preço dos alimentos e da energia elétrica impacto no inflação do mês de julho - Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou queda de 0,07% em julho. O dado é considerado uma prévia da inflação oficial do mês, já que é medido sempre no dia 15 do mês de referência. Ele indica, portanto, que este mês deve ser mais um de queda generalizada de preços no país – em junho, houve deflação de 0,08%.

O IPCA-15 foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (25). O índice de julho é 0,11 ponto menor que o de junho (0,04% positivos).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,09%. Em 12 meses, de 3,19% –0,21 ponto abaixo dos 3,40% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2022, a taxa foi de 0,13%.

O resultado de julho foi influenciado pelas quedas de preços de itens relacionados à habitação e alimentação e bebidas. Os grupos tiveram redução de 0,94% e 0,40% dos preços, respectivamente, segundo o IBGE.

No grupo habitação, destaca-se a queda da energia elétrica residencial: -3,45%. Isso ocorreu pela incorporação do chamado bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de julho. O tal bônus tem a ver com o saldo positivo nas contas da usina.

Já a queda do grupo alimentação e bebidas (-0,40%) deve-se, principalmente, à deflação da alimentação no domicílio (-0,72%). Destacam-se as quedas do feijão-carioca (-10,20%), óleo de soja (-6,14%), leite longa vida (-2,50%) e das carnes (-2,42%). No lado das altas estão a batata-inglesa (10,25%) e o alho (3,74%).

Pressão sobre Selic

O IPCA-15 de julho ficou abaixo das expectativas e projeções de analistas ligados ao mercado financeiro. Isso reforça a possibilidade de o Banco Central (BC) reduzir já a partir de agosto a taxa básica de juros da economia, a Selic.

Hoje, a Selic está em 13,75% ao ano. É a taxa básica de juros real mais alta do mundo, segundo o Ministério da Fazenda –juros menos a inflação.

A Selic subiu para conter a inflação, que ultrapassou os 12% ao longo de 2022. O governo, porém, argumenta que a inflação está sob controle atualmente e que a Selic estaria adiando a retomada do crescimento do país, uma vez que encarece financiamentos e empréstimos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Brasil consegue adiantar a entrega de 7,7 milhões de doses infantis para a covid-19

Petrobras anuncia queda de quase 10% no preço do diesel para distribuidoras

Bolívia solicita ao Brasil extradição de ex-ministro de Defesa foragido da justiça

Série A: Corinthians quer se firmar no G4 contra o Athletico-PR, que quer fugir do Z4. Lider Galo recebe o Flu, que quer o G4. Inter busca o G6 contra o Santos, que quer se livrar de vez do risco de rebaixamento

Com rusgas por Ucrânia e negociação de acordo UE-Mercosul, Lula visita Portugal e Espanha

Brasiliense 2022: na 2ª rodada, houve 17 gols em 4 partidas e briga generalizada de torcida. Confira

Ação pede inconstitucionalidade da anistia a partidos por descumprimento de cotas

Lula recebe reitores e diz que universidades e institutos federais vão "sair das trevas"

368 mil refugiados já deixaram a Ucrânia, diz ONU

Muito além do marco temporal: conheça os demais retrocessos em direitos indígenas previstos na lei aprovada no Senado