Em sessão marcada por acenos conservadores, André Mendonça passa no primeiro teste no Senado

 Placar da votação na CCJ foi de 18 votos a 9; pauta será votada no plenário da Casa ainda nesta quarta-feira (1º)

André Mendonça foi sabatinado por cerca de 8 horas pela CCJ antes da votação de sua indicação                                         

Após sabatina ocorrida nesta quarta-feira (1º), no Senado, o nome do ex-ministro da Justiça e ex-advkgado-geral da União André Mendonça foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) como indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os parlamentares chancelaram  a proposta do presidente Jair Bolsonaro (PL) por um placar de 18 votos a nove. Não houve abstenções.

A votação de indicados à Corte é secreta, por isso não é possível identificar o posicionamento de cada senador. Esse foi o primeiro teste de Mendonça na Casa, que ainda precisa avaliar a indicação no plenário, onde o tema será votado ainda nesta quarta.  

O ex-ministro carece do apoio de 41 dos 81 membros do Senado para ter um aval final que lhe leve definitivamente à cadeira antes ocupada pelo ministro Marco Aurélio Mello no STF.  

Mendonça chegou à sabatina após um longo percurso marcado pela resistência política de parte dos senadores ao nome do ex-ministro. Após ser indicado por Bolsonaro, ele chegou a ficar 100 dias na geladeira até que o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP), promovesse de fato a audiência, que se deu entre afagos de evangélicos bolsonaristas e algumas chispas com parlamentares contrários ao nome do ex-AGU. 

A mensagem presidencial nº 36/2021, que oficializou a indicação do nome de Mendonça por parte de Bolsonaro, chegou ao Senado em 18 de agosto.  

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