Após fechar acordo com a Heineken para produzir e distribuir bebidas alcoólicas, Coca Cola compra a engarrafadora brasileira CVI Refrigerantes por 100 milhões de euros e disputa deve acirrar com a gigante Ambev
Inicia disputa entre as gigantes Coca Cola e Heineken com a Ambev – as maiores produtoras de bebidas alcóolicas e não alcóolicas do mundo

“O acordo, avaliado em R$632,5 milhões (aproximadamente US$111 milhões), considera operações de engarrafamento e distribuição no Rio Grande do Sul com capacidade de 30,9 milhões de unidades de caixas, não incluindo cerveja”, disse a Coca-Cola Femsa em um comunicado.
Esta transação “representa um passo adicional em nossa estratégia para continuar explorando oportunidades lucrativas de crescimento inorgânico”, disse John Santa Maria, CEO da Coca-Cola Femsa.
O acordo ainda está sujeito à aprovação das autoridades e ao cumprimento das condições usuais no encerramento.
A aquisição foi considerada “muito discreta” por Marco Antonio Montañez, analista da Vector em uma nota sobre o anúncio, uma vez que representa menos de 1% dos volumes consolidados da Coca-Cola Femsa.
“Embora este seja mais um passo para consolidar o sistema de engarrafamento da Coca-Cola no Brasil, vemos um efeito neutro na avaliação e no preço das ações de curto prazo na estação”, escreveu Montañez na nota.
Brasil representou, em 2020, 26% dos volumes totais da Coca-Cola
O mercado brasileiro representou 26% dos volumes totais da Coca-Cola Femsa em 2020, de acordo com seu relatório anual.
Este é o terceiro movimento da Coca-Cola Femsa no Brasil nos últimos seis meses, em meio a uma estratégia para expandir suas capacidades e portfólio de distribuição, depois de renovar sua estrutura de cooperação com a The Coca-Cola Company e estabelecer um novo acordo de distribuição com a Heineken no Brasil.
Recentemente, entrou em vigor o acordo renovado entre a Coca-Cola Femsa e a Heineken para a distribuição de produtos cervejeiros no Brasil, o que encerrou uma disputa entre as empresas relacionada a acordos de distribuição anteriores.
O acordo, no qual a Coca-Cola Company também participa, permite que o Sistema Coca-Cola no Brasil produza e distribua bebidas alcoólicas e outras cervejas em certa proporção ao portfólio da Heineken. A Heineken poderá explorar novas oportunidades no segmento de bebidas alcoólicas.
Inicia disputa entre as gigantes produtoras de bebidas Coca Cola e Ambev no mercado brasileiro!
Coca Cola, a gigante do mercado de bebidas não alcoólicas, decidiu se inserir no mercado de cerveja e comprou a famosa cervejaria produtora de cervejas premium Therezópolis. Além disso, também estabeleceu um acordo com a cervejaria Estrella Galicia para distribuir seus produtos no país. A notícia agitou o mercado e, segundo especialistas, a disputa entre Coca Cola e Ambev vai se acirrar!
A Coca-Cola FEMSA e a Andina — donas de mais da metade do volume de Coca-Cola no Brasil — usarão a Therezópolis para se posicionar novamente no mercado de cervejas.
A transação inicia uma disputa entre as gigantes produtoras de bebidas Coca Cola e Ambev no mercado brasileiro, hoje dividido entre Ambev, Heineken e Petrópolis, e marca a primeira vez que a Coca-Cola Company autoriza fabricantes a adquirir uma marca de cerveja.
Therezópolis possui 8 rótulos de cervejas premium como a Gold, Rubine e Ebenholz. A empresa foi fundada em 1912 com sede na cidade de Teresópolis, no Rio de Janeiro, e foi reaberta em 2016, após fechar em 1922. A cervejaria é uma marca premium artesanal com um market share pequeno e alta percepção de valor: uma garrafa custa R$ 12,90 no varejo.
Para analistas, acordo significa mais competição entre as gigantes Ambev, Coca Cola e Heineken
Não há dúvidas de que a concorrência deve aumentar com o Grupo Heineken mais bem resolvido em sua cadeia de distribuição.
Sobre o aumento da concorrência, a Ambev acha que ainda é cedo para tecer comentários. “Sob a nossa ótica, o mercado brasileiro sempre foi competitivo. Isso foi anunciado ontem e ainda é cedo para dizer os impactos. Preferimos olhar para o que a gente controla. Nossa rede de distribuição tem operado muito bem. É uma máquina bem azeitada criada ao longo de décadas”, afirmou ao Estadão/Broadcast Lucas Lira, diretor financeiro da empresa.
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