Empresas aumentam preços, e ganho com vacinas deve chegar a R$ 460 bi em 2022

 Relatório de consultoria aponta que faturamento de produtoras de imunizantes contra o coronavírus crescerá 29% neste ano

Os números da consultoria indicam que as parceiras entre Pfizer e BioNTech serão as empresas que mais vão faturar com a venda das vacinas
Os números da consultoria indicam que as parceiras entre Pfizer e BioNTech serão as empresas que mais vão faturar com a venda das vacinas          

As empresas produtoras de vacina contra o coronavírus vão faturar 84,9 bilhões de dólares (cerca de R$ 460 bilhões) com a venda dos imunizantes em 2022. O valor será 29% maior do que o total recebido em 2021 (65,6 bilhões de dólares, ou R$ 355 bilhões) por conta do crescimento das vendas e do aumento de preços das doses.

As previsões constam de um relatório divulgado nesta sexta-feira (21) pela empresa inglesa de consultoria Airfinity, que especializou-se no monitoramento da produção e da venda de vacinas durante a pandemia. Os números não consideram as vacinas produzidas na China.

Segundo a Airfinity, o preço de alguns tipos de imunizantes contra o coronavírus já aumentou cerca de 10% na venda a países desenvolvidos, mais ricos.

A consultoria prevê que, em 2022, 8,1 bilhões de doses de vacina contra o coronavírus sejam entregues por companhias produtoras a governos. O número é 31% maior do que o entregue em 2021: 6,2 bilhões de doses.


De acordo com a Airfinity, 78% das vacinas que serão entregues no ano que vem já têm comprador definido, com contrato assinado. Levando isso em conta, é possível que a produção dos imunizantes não supra toda a demanda de países.

Os números da consultoria indicam que as parceiras entre Pfizer e BioNTech serão as empresas que mais vão faturar com a venda das vacinas, recebendo quase 43 bilhões de dólares (cerca de R$ 227 bilhões) por doses em 2022.

Já a empresa Moderna, segunda colocada, ficará com mais de 25 bilhões de dólares (cerca R$ 135 bilhões). A Novavax vai faturar outros 4,6 bilhões de dólares (quase R$ 25 bilhões).

Essas companhias são detentoras das patentes dos imunizantes que elas comercializam. Durante a pandemia, países como a China, Índia, África do Sul e os EUA chegaram a defender que essas patentes fossem quebradas temporariamente para baratear a produção. O Brasil foi contra. 


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