Paula Coradi: nova presidenta do PSOL diz que prioridade é combater a extrema direita

 Ela vai liderar o partido até 2026 e defende frentes amplas mais à esquerda para superar o bolsonarismo

Historiadora, Paula Coradi vai liderar o partido durante as eleições municipais e crava a campanha de Guilherme Boulos, em São Paulo, como a a mais desafiadora para o PSOL

O PSOL elegeu, neste domingo(01), a nova presidente do partido, Paula Coradi, durante o 8º Congresso Nacional da legenda. Ela teve 67% dos votos dos 451 delegados e vai permanecer no cargo até 2026. 

Coradi agora vai substituir Juliano Medeiros, que comandou a sigla nacionalmente entre os anos de 2017 e 2023. Ela participou ao vivo do programa Central do Brasil desta segunda-feira(02), para comentar sobre o processo eleitoral no congresso e as perspectivas para o mandato.

A nova dirigente do partido acredita que, nestes próximos anos, o PSOL deve permanecer na base de apoio do presidente Lula da Silva e construir alianças amplas e alinhadas ao espectro da esquerda durante o processo eleitoral de 2024. 

"A gente tirou como linha política prioritária lutar para derrotar a extrema direita no Brasil. A outra decisão que nós reafirmamos é que o PSOL deve continuar sendo base de apoio ao governo Lula, mantendo sua autonomia quando for preciso fazer as críticas necessárias. Mas a gente vai estar empenhado para que o governo Lula dê certo", explicou. 

Coradi assume a função de presidente do PSOL às vésperas das eleições municipais, em que muitos analistas apontam que será marcada pela disputa ideológica entre o campo progressista e a extrema direta, como foi nas eleições presidenciais de 2022; Para isso, ela afirma que o partido traçará como prioridade reeleger prefeitos, como Edmilson Rodrigues, em Belém, e trabalhar pela candidatura de Guilherme Boulos, em São Paulo. 

"Nós do PSOL acreditamos que o partido deve construir frentes mais amplas à esquerda, para que a gente derrote o bolsonarismo nas eleições. Nós precisamos reeleger nosso prefeito Edmilson Rodrigues, em Belém; temos muitas possibilidades com Taliria(Petroni) em Niterói, Rio de Janeiro com o Tarcísio (Motta) e de ampliar nossa bancada em todo Brasil", explicou. 

"A eleição do Guilherme Boulos será uma das mais desafiadoras para o nosso partido, com certeza, por conta de nós estarmos falando da maior cidade da América Latina. Então, todo apoio será dado ao Guilherme para que ele se eleja e pode contar totalmente com o PSOL". 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Brasil consegue adiantar a entrega de 7,7 milhões de doses infantis para a covid-19

Petrobras anuncia queda de quase 10% no preço do diesel para distribuidoras

Redução 'expressiva' de 42% no desmatamento da Mata Atlântica em 2023 indica tendência de queda

Lula pede apoio ao presidente do Egito para saída de 28 brasileiros que estão na Faixa de Gaza

Série B: Remo fecha a 27ª rodada buscando quebrar tabu de 19 anos sem vencer o Sampaio

Ministério do Trabalho não existe em site de transparência federal; pasta foi criada há 2 meses

Série C: Manaus e Ypiranga empatam pelo grupoD e clube amazonense assume liderança

Estados Unidos buscam aproximação com Irã e Venezuela para estabilizar preço do petróleo

Câmara 'ressuscita' PL do Marco Temporal em meio à maior mobilização indígena do país

"Não cabe aos militares tutelar eleição", diz Gleisi sobre nota da Defesa em resposta a Barroso