Assessor do Planalto fala em omissão da Guarda Presidencial

 Cadeiras do Palácio do Planalto também foram vandalizadas 



Um assessor do Palácio do Planalto afirmou que os militares do Batalhão da Guarda Presidencial foram omissos diante da invasão bolsonarista ao prédio oficial da Presidência da República no 8 de domingo.

"Não existia comando, não existia orientação, dava a impressão de que existia um completo abandono", afirmou o assessor, que preferiu se manter no anonimato, em entrevista.

"Eu visualizei e ouvi alguns militares indicando uma saída para os invasores. Eu entendi que era uma saída que estava sendo coordenada por eles [militares]. Não era uma saída para existir qualquer tipo de prisão, mas para liberar os invasores", disse o assessor.

"Desde a chegada dos invasores o Palácio estava abandonado, as funções e os pontos de localização dessa guarda estavam abandonados. A pergunta que fica é: onde eles estavam? Por que eles não atuaram? É impossível você acreditar que o batalhão presidencial, que é o responsável por aquela casa, não atuou conforme sua função. A pergunta é: quem estava no comando? Pra mim fica muito claro que ocorreu alguma omissão ou conivência."

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