PGR denuncia Carla Zambelli ao Supremo por porte ilegal de arma de fogo

 Deputada federal bolsonarista avançou com arma em punho contra um homem negro na véspera do segundo turno


Episódio aconteceu na véspera do segundo turno das eleições de 2022 - Reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. As denúncias acontecem em consequência de um episódio registrado em 29 de outubro do ano passado, quando ela ameaçou atirar em um homem em episódio registrado em 29 de outubro do ano passado, quando ela ameaçou atirar em um homem em São Paulo. 

O episódio foi gravado e amplamente divulgado nas redes sociais. Uma das aliadas mais próximas do então presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), Zambelli partiu para cima de um homem negro. Se a denúncia da PGR for acolhida pelo STF, Zambelli se tornará ré e terá de responder a uma ação penal.

Procurada pelo Informativo Verdade através de suas redes sociais, a deputada informou em nota que tomou conhecimento da denúncia, e afirmou que sua defesa "será apresentada no prazo legal e que, no decorrer do processo, irá demonstrar quem foi a vítima e o verdadeiro agressor nos eventos ocorridos".

Zambelli disse ainda que possuía porte de arma legalmente autorizado pela Polícia Federal. A deputada alega que somente sacou a arma "pois foi dada voz de prisão à pessoa que injustamente lhe agredia e a ameaçava por diversas vezes".

Relembre o caso

No dia 29 de outubro, um sábado, véspera do segundo turno das eleições de 2022, Zambelli sacou uma arma na rua em São Paulo e perseguiu um homem. O episódio ocorreu na rua Joaquim Eugênio de Lima, região central da capital paulista.

Em vídeo que circulou nas redes sociais na época do incidente, a parlamentar aparece com uma arma em punho, correndo atrás do homem que se esconde em uma lanchonete. Amparada por assessores, Zambelli entra no local e ordena: "deita no chão".

Na época, o homem que foi atacado por Zambelli, Luan Araújo, afirmou que temia por sua vida e de sua família. O jornalista Vinícius Costa, autor de um dos vídeos que mostraram o episódio, também afirmou ter sofrido ameaças depois do caso. 

Por conta do episódio, Zambelli recebeu uma ordem, assinada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, para devolver a arma

Edição: Rodrigo Durão Coelho

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